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COMENTÁRIOS SOBRE O 2º SEMESTRE DE JORNALISMO

Foto: Carlos Rodrigo

Eu atrasei um pouco, mas estou aqui para cumprir a promessa. Falarei sobre as disciplinas estudadas no meu segundo semestre do curso de Jornalismo. A ideia é fazer um post como este no fim de cada semestre, falando um pouco do estudado e aprendido.

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Dessa vez será um pouco mais complicado, porque perdi o meu caderno (ainda não superei a perda, queria ter guardados todos os cadernos com anotações de todos os semestres). Terei que puxar muita coisa da memória. Para deixar as coisas mais interessantes, farei um ranking da melhor disciplina para a menos melhor (de acordo com meu gosto pessoal, levando em consideração os conteúdos estudados, claro).


Fotos: Reprodução / Google

Introdução às Práticas em Jornalismo


Minha cadeira favorita, sem dúvida. Primeiro estudamos o conceito de notícia e vimos que os teóricos tem visões variadas do que seja ela, sem um consenso. Aprendemos a produzir uma notícia para cada um dos veículos de comunicação, depois de analisar um pouco da história e características deles; seguimos a seguinte ordem: Jornal Impresso, Rádio, TV, Internet, Fotojornalismo, Assessoria de Imprensa.

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Como sugere o nome, a disciplina contou com bastante prática, valendo nota. Foi superinteressante e divertido "brincar" de ser Jornalista, fotografar um acidente na rua e escrever uma notícia, sair a procura de informações, entrevistar, gravar no Laboratório de Rádio. Fico em dúvida sobre qual foi a melhor parte dessa cadeira, gostei pacas de aprender a escrever um scrip de tevê, de conhecer termos técnicos jornalísticos (tipo, isso aqui que eu tô fazendo chama-se suíte, uma série de publicações sobre um determinado assunto; antes, para mim, era só um quarto com banheiro).


Em cena de Terra em Transe (Glauber Rocha), filme do Cinema Novo, personagem cala a boca do povo com gesto simbólico.

Cultura Brasileira

Jornalista precisa ter bagagem cultural, precisa entender o que acontece e o que já aconteceu. Então, primeiro, o que é cultura? Obviamente, foi a resposta para essa pergunta que primeiro estudamos. "Em que medida as transformações ocorridas nas últimas décadas incidem sobre a imagem que temos de nós mesmos, isto é, as representações simbólicas construídas em torno da tradição brasiliana são impactadas por tais eventos? Qual o seu legado intelectual?" (ORTIZ, p. 609) Essa frase está no início do primeiro texto que lemos, Imagens do Brasil, por Renato Ortiz. Lemos outros autores como Teixeira Coelho, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, etc, que nos possibilitaram uma visão do Brasil desde sua colonização até a sua fase atual. Respondemos questionários sobre eles. Estudamos movimentos culturais do Brasil, como o Cinema Novo, Tropicália, e etc.


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Um conhecimento que me marcou foi saber que a ideia antropológica de cultura a caracteriza como sendo tudo, porém, Teixeira Coelho não aceita essa definição, pois é uma ideia engessadora, cômoda e simplista. O Teixeira Coelho diz que cultura não é barbárie; se tudo fosse cultura, então o Nazismo, abuso sexual, maus-tratos aos animais, a tortura também seria, e isso não é verdade!


Aprendemos a usar o anel cromático

Comunicação Visual


Essa disciplina foi bem legal, conseguiu ter tantas práticas quanto "Introdução às Práticas em Jornalismo". Sem contar que os assuntos são muito interessantes pra quem gosta de Arte, Design e Fotografia.


Estudamos a Linguagem Visual, conhecemos os seus elementos (textura, forma, tamanho, gravidade, etc), a Sintaxe da Linguagem Visual e Técnicas de Layouts. Fizemos um estudo da cor, mas não se baseando na teoria das cores, nossa professora disse que esse negócio era uma "viagem", apesar deu ter assistido uma aula da mesma disciplina, porém no curso de Arquitetura e Urbanismo, e eles estarem vendo teoria das cores com a professora deles. Nós aprendemos a utilidade das cores e como usá-las. Vimos história da arte e dos jornais, fizemos pesquisas de Designers e Artistas Gráficos, aprendemos sobre Jornalismo Gráfico em Jornais e Revistas, as possibilidades de posicionamento de textos e imagens.

Enfrentamos vários exercícios ao longo do curso, exercícios de fotografia, montagem, pintura, de edição. Tudo bem básico.

Arte e Comunicação



"Fonte" de Marcel Duchamp.
Começamos estudando  a obra de arte. O que define uma obra de arte? Qual a lei da arte? Nós lemos o capítulo 9 do livro Os Problemas da Estética, chamado O Processo Artístico, lá estabelecemos contato com aquelas que seriam as respostas do Luigi Pareyson para essas perguntas, viajamos numa filosofia sobre invenção e execução, criação e descoberta, inspiração e trabalho... Tudo para termos a ideia de arte para Pareyson.

Com o intuito de expandir nossos conhecimentos, em seguida lemos outro autor, Richard Sennett, que fez uma diferenciação de Arte e Artesanato; ele apresenta a história desde a produção de artesanato, pelo artífice, nas Guildas Medievais, até o surgimento do artista. É um texto bem legal, capítulo 2 do livro O Artífice.


Mona Lisa, Leonardo da Vinci
Tendo conhecimento do que seria arte, com a articulação desses autores (não lembro se teve outro), estudamos as ideias de um artista contemporâneo brasileiro a partir de uma publicação que havia saído naquela mesma semana, na Revista Piauí (se você tem interesse, o título da publicação é "Fooquedeu").

Foram vários debates em sala. A proposta do professor era que lêssemos os textos antes da aula, para que nela houvesse apenas um debate de interpretações.

Fizemos uma prova escrita, Av1, que pedia a elaboração de um textão seguindo alguns tópicos que deveriam ser abordados. De outra forma: tínhamos que escrever uma análise que relacionava tudo o que fora, até então, visto em sala. Essa prova deu nota abaixo da média para muitas pessoas. Eu ainda consegui um 7,0.


The Giant Of Boston, Os Gêmeos
Depois fizemos a leitura de "A sedução das coisas", capítulo 1 do livro "O Império do Efêmero - A Moda e seu destino das sociedades modernas". Apesar disso, para a Av2 nos foi dada a opção de fazer um seminário, intervenção artística, ou prova escrita; a decisão não era da turma, era individual de cada aluno, dupla, ou grupo. Eu formei um grupo e apresentamos um seminário sobre Cultura POP e Cinema. Com o tema apresentado, o professor nos deu dois textos bases ("A Nova Hollywood", cap. 4 do livro "Mainstream" ; e "Cultura pop: entre o popular e a distinção", cap. 3 do livro Cultura pop), dos quais não podíamos fugir.

Teorias da Comunicação I


Esta é uma disciplina da qual você usará o conhecimento adquirido para desenvolver uma pesquisa na área da comunicação. Embora as grades curriculares dos cursos brasileiros de Jornalismo sejam um pouco diferentes, uma cadeira que não falta em nenhum, posso apostar, é Teorias da Comunicação, seja ela dividida em I e II ou não.

Você vai ler um texto para descobrir qual o objeto de estudo da comunicação e vai descobrir que ela não tem objeto de estudo, porque, diferente de outras áreas, a comunicação não é uma ciência. Esse texto se chama "O objeto da comunicação / A comunicação como objeto", por Vera Veiga França, capítulo 3 do livro "Teorias da Comunicação: conceitos, escolas e tendências". Vi esse mesmo capítulo ser estudado em outras universidades.

São várias teorias que eu, particularmente, achei chatinhas de serem estudadas, mas conheci pessoas que gostaram, então é relativo. Mas se tem um texto que achei bacana de se ler aqui, foi "A rebelião das massas" de José Ortega y Gasset, onde é falado sobre as aglomerações da população, o conceito de homem-massa e a maneira como ele lida com o conhecimento.

Respondemos questionários ao longo da disciplina e realizamos apresentações de seminário.   


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Apesar da maioria das avaliações do semestre terem sido questionários com direito a consulta em textos passados e anotações, alguns alunos ainda ficaram de avf, então qualquer descuido pode vir a ser fatal. As vezes fico em dúvida se é melhor uma prova ou vários questionários pesquisados, porque a sensação é de que os questionários são mais difíceis, pela complexidade e quantidade.

Espero que tenham gostado da publicação. Estou no início do terceiro semestre (aulas de Fotografia, Radiojornalismo, Jornalismo Impresso I, Comunicação e Política, e Teorias da Comunicação II) e se você deseja que eu escreva sobre ele ao conclui-lo, deixe seu comentário. Durante esse período, caso queira acompanhar minha rotina na faculdade ou tirar dúvidas, me encontre no Instagram: @ccarlosrodrigo. Ou visite o meu blog no site Jornalismo Z; um site dedicado especialmente ao Jornalismo.

Deixe seu comentário e até a próxima. Grande abraço!

FUI AO SHOW DO PHILL VERAS

Na imagem meu CD, "Carpete", autografado. Já virou uma relíquia.

“Nenhuma das estradas me convém [...]. Meu vão, esse lugar, esse lugar, a imensidão desse lugar”.
Meu Vão, PHILL VERAS

Phill Veras? É uma marca de roupa? É Reggae? É uma bolacha racheada? Não, não, não. Sim, eu ouvi perguntas como essas quando falei que iria ao show do cantor. Talvez você também não o conheça; apesar de sua popularidade, ele não é tão famoso assim, ainda. Guarde bem esse ‘ainda’ e leia o próximo parágrafo.

Imagem: Reprodução / Google
Phill Veras é um jovem compositor, cantor e músico. Aos poucos, ganha cada vez mais destaque no nosso cenário musical MPB. Ele é disseminado na internet pelos seus fieis seguidores internautas. A carreira começou em 2012, quando fez sucesso com o lançamento do EP "Valsa e Vapor". No fim de 2013 lançou o disco nomeado "Gaveta". Em 2014 realizou a gravação do seu primeiro DVD, ao vivo, no Teatro Arthur Azevedo em São Luís, com canções do seu terceiro disco, "Carpete". Veras chegou a se apresentar em palcos importantes como o  palco Sunset do Rock in Rio 2013 como convidado especial.

"Phill Veras. Para Carlos toda paz".Também ganhei autógrafo no papelzinho.

Para mim é uma sensação pu#@ de boa escrever sobre o Phill Veras aqui, porque não é a primeira vez. Já escrevi sobre ele em 2014 ou 2015, mas agora é especial; eu o vi de perto, escutei os falsetes, drives e merismas ao vivo, cantei junto, tirei fotos, selfie e tudo mais. E embora conhecer uma pessoa seja muito mais do que vê-la e trocar três palavras, sinto que o conheci melhor na noite de ontem, 03/03/2017, no estacionamento do Sesc do Crato, Ceará, onde ocorreu o show.

Naquela noite o Phill Veras entrou no palco correndo. Gritou para agitar e murmurou estar um pouco gripado com uma toalha de rosto branca à disposição. Talvez por isso não tenha falado praticamente nada além de “obrigado” e “vocês são demais” entre uma música e outra. Porém não foi possível perceber efeito de gripe alguma durante a execução das canções. Veras tem uma voz bonita tanto cantada quanto falada (brincava usando tons de voz de locutor) e uma extensão vocal muito boa. Abriu o show cantando “Meu Vão”, da mesma forma que abri esse texto. O repertório se constituiu da mistura dos seus discos.

Foto: Carlos Rodrigo
Houve um erro na apresentação. O poeta errou a letra de uma das músicas, parou durante três segundos e recomeçou. Apesar disso fazia do palco a sua casa. A intimidade com o espaço, a serenidade, a energia trocada com o público era fantástica. Em um dos últimos momentos, ele pulou sobre os braços da multidão e deixou que a onda o carregasse! Eu não cheguei a chorar, mas conheço três pessoas que se emocionaram legal e com certeza não foram as únicas.

Depois do show, o cantor recebeu os fãs no teatro do Sesc para fotos e autógrafos. Eu não pude deixar de comparecer (minha foto com ele, vocês conferem no meu Instagram: @ccarlosrodrigo). Ele é simpático e parece mesmo ser gente boa. Eu disse a ele "cara, você é foda!" e ele naturalmente retribuiu com um sorriso.

Como escritor, acredito na música como inspiração para montar uma nova combinação de sentimentos palavras. Sempre que escuto as composições do Veras minhas mãos procuram um teclado, caneta e papel, um guardanapo que seja. Enquanto o show corria, a música me balançava abraçado a uma amiga, os lábios cantavam, o material rugoso dentro do crânio escrevia frases que logo se apagariam.

Mas as lembranças desse show nunca se apagarão, espero. E que venha o próximo!

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